Uma jibóia na caatinga de Petrolina, PE



A cobra jibóia (Boa constrictor) é uma das serpentes da caatinga do Nordeste que alcança até 2 metros de comprimento. Embora a jibóia seja predominantemente um animal de hábitos noturnos, ela é avistada sempre durante o dia, principalmente nas primeiras horas da manhã. Entre as serpentes do Nordeste, a jibóia é uma das mais encontradas na caatinga. Sua alimentação é composta de pequenos mamíferos, aves e repteis. Embora seu habitat preferido seja a floresta húmida, a savana, os mangais, a jibóia é encontrada nas áreas  mais secas da caatinga. Este animal não causa risco para os agricultores, contudo pode atacar as criações de galinhas e os caprinos recém nascidos. Quando pega uma presa como um filhote de caprino ou ovino, a jibóia se enrola nela e aperta o animal, até que ele cessa todos os movimentos e engole o animal inteiro. Essa serpente encontra-se em extinção pela ação dos caçadores que consomem sua carne. Esta jibóia foi encontrada as 10:35 horas quando atravessava uma estrada na caatinga.



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Produção da farinha de mandioca

A produção da farinha de mandioca (Jatropha manihot) é uma das atividades mais tradicional no interior do Nordeste. A farinha de mandioca é um dos alimentos de maior consumo pelos agricultores do Sertão. Tudo começa com o plantio da mandioca em pedaços que são chamados de manivas. Essas manivas são passadas de geração em geração. Isto é, quando um agricultor consegue um tipo de mandioca que dá uma boa produção, ele a multiplica por muitos anos e distribui manivas com todos os conhecidos. Normalmente a mandioca é plantada em um ano para ser colhida no outro. Existe diversos cultivares de mandioca que são classificadas como mandiocas doces ou de "mesa", também conhecidas como aipim, macaxeira ou mandioca mansa e que são utilizadas para consumo humano e animal e as mandiocas amargas ou mandiocas bravas, utilizadas pelas indústrias. Após a colheita, a raiz da mandioca é transportada da roça para o local onde vai ser processada. Muitos agricultores no Sertão de Pernambuco possuem uma casa de farinha junto a sua residência, outros constroem as casas de farinha nas áreas de produção para facilitar o trabalho. Quando a mandioca chega à casa de farinha é descascada, lavada e ralada, antes do processamento da farinha. Toda a família trabalha na produção de farinha, contudo, existe muito trabalho de mutirão, isto é, os agricultores se reúnem e vão produzindo a farinha de cada família de uma vez. De modo geral, a farinha é produzida em pequenas unidades artesanais de fundo de quintal.




Umbu, fonte de alimento para os caprinos.


O imbuzeiro é uma fruteira nativa de grande importância para alimentação dos animais domésticos e silvestres da região semi-árida do Nordeste. Uma parte significativa da produção do imbuzeiro é aproveitada pelos agricultores para comercialização dos frutos in natura e para o processamento de diversos produtos. Todavia, a maior parte da produção de frutos é consumida, principalmente pelos caprinos, ovinos, bovinos e animais silvestre. Em trabalho de pesquisa com o objetivo de avaliar a quantidade de frutos de imbuzeiro consumidos na safra por caprinos em três comunidades da região semiárida do Sertão de Pernambuco com densidade média de 8 plantas por hectare, foi observado que, em média, um caprino consome 10.126 frutos por safra, equivalentes a 131 kg de frutos.  Essa quantidade pode ser maior em áreas com maior densidade do imbuzeiro na caatinga.



Blog criado por alunos do Colegio Modelo de Juazeiro Bahia da Turma A do 2ª ano.data de criação:18/05/2011: Lucas Olimpio